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A gente conseguiu!
Confira as experiências dos funcionários WM no Dia sem Carro
Texto: Adriana Bernardino
(24-09-08) ? Neste ano, 1.776 cidades aderiram ao Dia Mundial sem Carro, realizado na segunda-feira (22) e que visa incentivar as pessoas a experimentarem alternativas ao automóvel. Pelados de bike em Curitiba, candidatos à prefeitura de São Paulo de ônibus, seminários em todo o país. A criatividade e os esforços de quem participou começam a provocar, ainda que lentamente, discussão sobre o futuro da mobilidade urbana em todo o mundo. A exemplo de outras empresas do segmento que têm proposto práticas para o uso sustentável do automóvel, o site WebMotors convidou seus funcionários a encontrarem outros meios de locomoção no dia 22 ( veja as propostas aqui). O resultado da experiência, inédita para alguns, você confere a seguir: Deu pé A caminhada proposta pelas executivas de conta Alessandra Macedo e Roberta Dantas, e a coordenadora de marketing de relacionamento Cláudia Cepukas só não foi perfeita por causa do vento frio, mas inspirou novos trajetos. ?Foi demais! Muito divertido, me arrependi de não ter vindo a pé outras vezes em três anos que trabalho aqui. A única coisa chata foi o vento, que dava uma sensação térmica bem baixa, mas aos poucos fomos esquentando. Paramos em uma padaria e tomamos um belo café da manhã (vide cardápio!)?, diz Macedo. ?Aproveitamos também para colocar as novidades do final de semana em dia e nem percebemos a caminhada (de mais ou menos 20 minutos)?, conta Cepukas. ?Algumas pessoas estranharam o fato de um site de veículos realizar essa ação. Não queremos, com essa iniciativa, que as pessoas deixem de comprar um veículo. Além de ser o nosso negócio, comprar um carro é a realização de um sonho. Nosso objetivo é propor, para quem pode, deixar o carro na garagem quando possível e tomar conhecimento de ações que propiciem o uso responsável do automóvel?, avalia. Depois da caminhada, Dantas está disposta a rever o uso do carro. ?Estou pensando seriamente em deixar o carro na garagem toda segunda-feira. Como é dia do meu rodízio, fazendo a caminhada não preciso acordar tão cedo e posso aproveitar para um café na padaria, onde o mais incrível é o bolo de fubá!?, comemora. Se depender da secretária Patricia Mazzoni será menos um carro nas ruas. ?O meu trajeto é bem curto: dez minutos em passos rápidos e 15 minutos em um ritmo moderado. Após a campanha, me inspirei em vir e voltar mais vezes a pé?. Um pouco mais crítica, a assessora de imprensa Rafaela Freitas sentiu falta da natureza e da adesão de outros motoristas. ?Meu percurso foi de apenas três quilômetros, mas deu para notar que poucas pessoas aderiram ao movimento. O trânsito era o mesmo de uma segunda-feira normal. O que vale é que eu fiz a minha parte. No meio do percurso senti falta do contato com a natureza. Já não se vê árvores na rua, apenas concreto. Esta experiência me fez perceber que existem inúmeras alternativas ao automóvel, basta querer. O melhor de tudo? Caminhar não custa nada!? Para Nelson Andrade, coordenador de marketing off-line, que usou transporte público na ida, e caminhada na volta, a experiência revelou surpresas, nem todas ruins. ?Com o número cada vez maior de pessoas, não há mais gentileza no contato ou espaço para interação, como algumas pessoas dizem. No metrô ou ônibus, os passageiros se empurram para conseguir o melhor lugar (ou menos pior). Legal foi presenciar a solidariedade de um caminhoneiro que, após o motorista do ônibus se recusar a abrir a porta para mim (tudo bem, eu estava fora do ponto), o motorista do caminhão tentava convencê-lo: ?abre a porta pro rapaz, não custa nada?. Não adiantou, mas fiquei contente?. Para Andrade, o melhor do Dia sem Carro ficou para a volta. Contando apenas em ver a nova calçada da avenida Paulista, o coordenador se deparou com dezenas de ciclistas do Bibicletada, movimento que incentiva o uso da bicicleta como meio de transporte e reivindica espaço na rua para as magrelas. Bike Como alertado na primeira reportagem, o maior drama para quem vem de bibicleta é encontrar um lugar para o banho próximo ao trabalho. Nada que impeça a alternativa, que, de acordo com o estatístico Guilherme Mitne, tem muitas vantagens. ?Para não chegar suando em bicas, maneirei na pedalada. Não adiantou muito. É difícil segurar a empolgação para aproveitar um farol aberto. O trajeto foi tranqüilo. Procurei passar por ruas menos movimentadas, incluindo uma passada pelo parque do Ibirapuera. Do tempo total gasto, 1/3 foi com a procura do lugar para prender a bicicleta e a troca de roupa no banheiro. Pretendo vir mais vezes, mas vou arrumar um lugar pra tomar banho, assim o pedal pode até virar um treino?. Inexperiência no buzão Embora tivesse mais de uma opção de linha, a assistente de produtos Paula Cristiani, reclamou da espera, mas teve a oportunidade de redescobrir o próprio bairro. ?Acordei a mesma hora de todos os dias, tive de subir uma rua muito íngreme. Nessa, já vi que meu condicionamento físico está pior do que eu pensava. Fui para o ponto do ônibus e lembrei por que sempre ando de carro: fiquei quase 30 minutos no ponto esperando o meu ônibus. Entrei em uma perua e fui até a av. Santo Amaro. De lá, mais um pulo para outro buzão. Peguei um trânsito infernal. O que eu achei bacana nessa aventura matinal foi passar por ruas que não tenho tempo de olhar, descobri muita coisa que não vejo quando ando de carro, como lindos prédios de tijolinhos, dois gatos gordos dormindo na janela, ver o meu bairro de outro ângulo (em três anos, nunca tinha andado no bairro). E o melhor de tudo: pude pensar na vida, sem me preocupar em dirigir?. De carona Romântico e rápido. A carona que a arquiteta de informação Ana Lúcia Martinelli pegou com o namorado só não pode ser uma prática diária por incompatibilidade de horários. ?Minha carona foi ótima. O trajeto de moto é muito rápido. Além do que, andar de moto sempre é muito legal e meu namorado é excelente piloto, me sinto segura. Apenas acabo sempre me atrasando um pouco quando pego carona com ele, pois o moço não acorda fácil?. E você, arriscou algum meio de transporte alternativo? Se sim, parabéns! Caso contrário, esperamos que nossa experiência possa servir de inspiração. _______________________ Vire a chave: seja um motorista sustentável! Confira mais reportagens relacionadas.